domingo, 28 de maio de 2017

Figurante eterno




Deslocada do eixo,derrama 
em ondas no deserto da lógica.
Grita maldição!... sentindo a vida
esvair-se entre seus sentidos.
Abre os braços paralisada em dores,
crucificada entre espinhos...
Blasfema contra as forças da natureza
que continuam passivas,em perene
sanidade ante sua loucura.
Solta os pulsos,tolhe a voz,
encerra-se nas paredes do tempo-
fera que come cinzas,alimenta-se de morte,
tece mortalhas,quebra elos,apaga imagens.
Seu grito, perde-se na solidão do monólogo.
Sombra caminhante,figurante eterno...
No teatro da vida.



                                                      Marcia Portella_Go

                                                                                    28/03/13

Foto-Lindsey-Adler-

2 comentários:

  1. No teatro da Vida vive-se, não se representa!
    Bjs

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  2. jorge,feliz em te encontrar entre meus versos...bjus

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